segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

TESTEMUNHO DA EX-ALUNO NUNO DUARTE

Foi no Verão de 1990 quando me ia matricular no 10º ano que soube da existência do projecto Escola Profissional de Odemira. Em grupo com os amigos do 9º ano inscrevemo-nos na EPO. Sinceramente não tinha grande esperança de vir a frequentar a escola. Mas no final fui um dos escolhidos para o curso Técnico de Informática de Gestão, a minha primeira escolha. Porquê? Nunca tinha tido um computador, nunca tinha sequer ligado um computador! Na altura pareceu-me uma boa ideia avançar para o desconhecido. Uma área nova, uma escola nova…

Recordo-me das nossas primeiras instalações, provisórias (durante anos), no “Armazém do Miranda”, três salas de aula e um laboratório de informática, cheio de “Victor Carry II”, máquinas topo de gama com perto de 20 Mbytes de disco e uns estonteantes 1024 Kbytes de memória, ali aprendi as primeiras linhas de código.

Os trabalhos de Integração esses eram passados na máquina de escrever, comprada para o efeito, como quem, hoje, compra um computador portátil. Afinal estávamos no século passado. As noitadas passadas na escola a fazer a PAP, onde nos eram confiadas as chaves da porta para que o curso fosse terminado a tempo. E a turma, que durante 3 anos foi o “terror” da escola, terminou a tempo, para espanto de todos.

Olhando para trás considero que a minha passagem pela EPO foi uma aposta ganha, em termos profissionais, tendo continuado na área e terminado um curso superior; em termos pessoais, a camaradagem, a família que tive e ainda tenho nesta escola foram bastante importantes na formação da minha personalidade, em quem sou hoje.

É com saudade que me recordo de todos os amigos que fiz naqueles anos, os mais presentes, os que estão longe e aqueles que já partiram e que de alguma forma também estão a ser recordados nesta data.

Obrigado a todos Nós EPO! Pelo que se fez e se faz pelos jovens que aqui constroem e encontram um futuro.

Nuno Duarte – 1990/93 – Técnico de Informática de Gestão

1 comentário:

  1. Que saudades dos nossos velhos tempos. Continuas sempre no meu coração, amigo e colega.

    Bj

    Leonor

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